16 de jun. de 2008
6 de jun. de 2008
Jihad
Jesuis, o Cristo, talvez tenha existido algum dia, em algum lugah; Jesuis, o Cristo, talvez tenha conseguido juntah ua mutidão di seguidoh; Jesuis, o Cristo, talvez tenha amado muito "seu povo"; Jesuis, o Cristo, entãuce, num belo dia (ô não tão belo assim), talvez tenha dito pro "seu povo" o seguinte:
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei!" - e talvez tenha sido exatamente assim, com toda a pompa!
Fato é qi os seus seguidoh posterioh - qi, aparentemente, são fi di "seu povo" ô fruto do proselitismo di "seu povo" - não éru mais um "povo bárbaro" e começáru a poh em prática seu helenismo, o uso di sua razão, e raciocináru o seguinte (transcrevo, com exatidão - maz obviamente traduzido pro brasilêis - o encadeamento lógico da cabeça desses bendito cristão):
"Bom... Bem... O Pai, o Fi e o Espírito Santo são a merma pessoa; logo, si o Pai há di jugah o mundo, o Fi há di jugah o mundo!" [ - Muito bem, Chaves! ] "E, considerano-se qi nun há antes nem dispois pro Deus Eterno, se pode dizeh qi o Fi já jugô o mundo, já jugô nóis tudim!" [ - Bravo, Chavito! ]
E, deis di qi tal pensamento (claro e distinto) passô por suas mente santa, um imperativo categórico nun sai di seu pensamento (em portuguêis, mermo - e com pompa!):
"Julgai-vos uns aos outros, como eu vos julguei!"
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei!" - e talvez tenha sido exatamente assim, com toda a pompa!
Fato é qi os seus seguidoh posterioh - qi, aparentemente, são fi di "seu povo" ô fruto do proselitismo di "seu povo" - não éru mais um "povo bárbaro" e começáru a poh em prática seu helenismo, o uso di sua razão, e raciocináru o seguinte (transcrevo, com exatidão - maz obviamente traduzido pro brasilêis - o encadeamento lógico da cabeça desses bendito cristão):
"Bom... Bem... O Pai, o Fi e o Espírito Santo são a merma pessoa; logo, si o Pai há di jugah o mundo, o Fi há di jugah o mundo!" [ - Muito bem, Chaves! ] "E, considerano-se qi nun há antes nem dispois pro Deus Eterno, se pode dizeh qi o Fi já jugô o mundo, já jugô nóis tudim!" [ - Bravo, Chavito! ]
E, deis di qi tal pensamento (claro e distinto) passô por suas mente santa, um imperativo categórico nun sai di seu pensamento (em portuguêis, mermo - e com pompa!):
"Julgai-vos uns aos outros, como eu vos julguei!"
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4 de jun. de 2008
dos coroné
Horizonte...
é o Monte-
Mó Véi!
- é inferno dos coroné!
aldeamento Paiacu.
- é inferno dos coroné!
é um qilombo em apartaide!
- é inferno dos coroné!
anda conforme os calundu
- o inferno dos coroné!
di Suas Latifundidade.
- o inferno dos coroné!
si você é bom plantadoh
e si aqi tem solo fecundo,
nun se iluda, sonhadoh,
pois lá te fode o latifundjo!
qi as Qeimada já tem dono.
- qem manda aqi é coroné!
e as Pedêra nem é nossa.
- qem manda aqi é coroné!
justiça dorme eterno sono.
fazeh o bem n'tem qem possa
- logo ome-di-bota acossa!
e eu le digo por qe é!
é qi o djacho desse Horizonte
- é inferno dos coroné!
veja o time di futibol.
- qem manda aqi é coroné!
sustentado peros imposto.
- qem manda aqi é coroné!
e veja o Pisa na Fulô.
- qem manda aqi é coroné!
e veja o Cento Cutural.
- qem manda aqi é coroné!
e a Câmara Municipal.
- qem manda aqi é coroné!
e o Concurso Beleza Nêga.
- qem manda aqi é coroné!
e veja as radjo e o jornal.
- qem manda aqi é coroné!
e o curso pré-vestibulah.
- qem manda aqi é coroné!
veja os estágio, bolsa-auxilho.
- qem manda aqi é coroné!
e as farmácia e os transporte.
- qem manda aqi é coroné!
inté as cantoria nossa!
- qem manda aqi é coroné!
inté nosso Mercafolia!
- qem manda aqi é coroné!
e os coroné...
qi são gente religiosa,
muito santa e fiel,
tão no terrêro se banhano;
vão na Missa orah pros céu,
pa ganhah voto desse povo
qi crê no Papai Noel...
ganhah voto desse povo
qi acredita em coronel...
é o Monte-
Mó Véi!
- é inferno dos coroné!
aldeamento Paiacu.
- é inferno dos coroné!
é um qilombo em apartaide!
- é inferno dos coroné!
anda conforme os calundu
- o inferno dos coroné!
di Suas Latifundidade.
- o inferno dos coroné!
si você é bom plantadoh
e si aqi tem solo fecundo,
nun se iluda, sonhadoh,
pois lá te fode o latifundjo!
qi as Qeimada já tem dono.
- qem manda aqi é coroné!
e as Pedêra nem é nossa.
- qem manda aqi é coroné!
justiça dorme eterno sono.
fazeh o bem n'tem qem possa
- logo ome-di-bota acossa!
e eu le digo por qe é!
é qi o djacho desse Horizonte
- é inferno dos coroné!
veja o time di futibol.
- qem manda aqi é coroné!
sustentado peros imposto.
- qem manda aqi é coroné!
e veja o Pisa na Fulô.
- qem manda aqi é coroné!
e veja o Cento Cutural.
- qem manda aqi é coroné!
e a Câmara Municipal.
- qem manda aqi é coroné!
e o Concurso Beleza Nêga.
- qem manda aqi é coroné!
e veja as radjo e o jornal.
- qem manda aqi é coroné!
e o curso pré-vestibulah.
- qem manda aqi é coroné!
veja os estágio, bolsa-auxilho.
- qem manda aqi é coroné!
e as farmácia e os transporte.
- qem manda aqi é coroné!
inté as cantoria nossa!
- qem manda aqi é coroné!
inté nosso Mercafolia!
- qem manda aqi é coroné!
e os coroné...
qi são gente religiosa,
muito santa e fiel,
tão no terrêro se banhano;
vão na Missa orah pros céu,
pa ganhah voto desse povo
qi crê no Papai Noel...
ganhah voto desse povo
qi acredita em coronel...
2 de jun. de 2008
raúl reyes

as palavra do pichadoh - "mestre do humor-negro" - di La Paz ecôhu nas boca di nossa classe medja não-usuária di maconha:
- combata a pobreza, mate um mendigo!
- mioh! mate um foguetêro! - ela acrecenta.
a classe medja maconhêra prefere cantah seus ino pera paz, di Beatles, John Lennon e Raul. enquanto seu vício gera e fomenta a guerra do dia-a-dia!
29 de mai. de 2008
fulô di Pindorama

a burrinha e arrumada
útima fulô do Lácio
foi seno, aos pôco, "despacio",
afroamericanizada.
foi ganhano "buenos aires"
di espanhol americano,
na fala, qi, se arrastano,
le destrói e o Novo pare!
novo grelo di fulô,
pronto pa desabrochah
e suas raiz fincah,
em chão preto e chão tangô.
não é birra, não é sarro,
maz da mente nun mim foge
o cruel Domingos Jorge
e tumém Moraes navarro.
devo, entãuce, renaceh,
com novo Nhehengatu,
qebrah qua boca os tabu,
pra pindoramense seh!
27 de mai. de 2008
recei di dah o bêjo
a tristeza minha di cada dia,
maldita cruz qi carrego comigo,
é mim sentih qual seno o inimigo,
dizeno "jamais, le traih eu ia".

será qi sô tão djacho quanto Juda?
terá seu distino sido o inferno?
será tal castigo, di fato, eterno?
ao Fi, di qualqeh forma, peço ajuda.
nun vejo mal no bem dos meu, qi sófri.
descupa seh tão curta minha mente,
pois qero repartih na marra o cofre!
foi mal, si distorci tua Paxão,
si cutivei eu mal tua semente -
do teu Amoh, colhi Revolução!
maldita cruz qi carrego comigo,
é mim sentih qual seno o inimigo,
dizeno "jamais, le traih eu ia".

será qi sô tão djacho quanto Juda?
terá seu distino sido o inferno?
será tal castigo, di fato, eterno?
ao Fi, di qualqeh forma, peço ajuda.
nun vejo mal no bem dos meu, qi sófri.
descupa seh tão curta minha mente,
pois qero repartih na marra o cofre!
foi mal, si distorci tua Paxão,
si cutivei eu mal tua semente -
do teu Amoh, colhi Revolução!
deturnação bíblica

"o rei disse pros empregado: 'a festa di casamento tá pronta, maz os convidado não merecêru ela. entãuce, vão inté as encruziada dos camim e convídi prà festa todo mundo qi ocêis encontrári'. entãuce, os empregado saíru peros camim e reuníru todo mundo qi encontráru, os mau e os bom. e a sala da festa ficô chêa di convidado."
mt 22
26 de mai. de 2008
primêro, a do santo.
eu preciso esqentah meu gogó,
pois, na luta, nun posso tah só:
vô chamah nêgo di todo canto;
qua palavra, vô les convenceh:
"pero bem, vale a pena morreh!".
maz, primêro, a do santo!
enfrentah belicoso aparato,
cometeh, talvez, assassinato...
tem algo necessário, pra tanto:
ua boa dose di corage -
talvez seja a útima viage!
maz, primêro, a do santo!

na véspera da luta final,
improviso, entãuce, um carnaval:
útima dança e útimo canto.
vivi bem; matei bem; morri bem.
no marafo, antecipo o além.
maz, primêro, a do santo!
pois, na luta, nun posso tah só:
vô chamah nêgo di todo canto;
qua palavra, vô les convenceh:
"pero bem, vale a pena morreh!".
maz, primêro, a do santo!
enfrentah belicoso aparato,
cometeh, talvez, assassinato...
tem algo necessário, pra tanto:
ua boa dose di corage -
talvez seja a útima viage!
maz, primêro, a do santo!

na véspera da luta final,
improviso, entãuce, um carnaval:
útima dança e útimo canto.
vivi bem; matei bem; morri bem.
no marafo, antecipo o além.
maz, primêro, a do santo!
MUZGA SEM RÍTIMO
a muzga sem rítimo é a muzga daqeles qi só subéru evoluih da Idade do Coração di Peda prà Idade do Coração di Metal. mecanicamente e sem munvimento brusco, seu coração bombêa o ólho di qi precísu; seu coração, enfim, não é um músculo, pois sua vida não pode dependeh do qi é tão própio do bárbaro. a marcação di suas muzga ritimada é o simples do simples, pra nun atrapaiah o discorreh da arbitrariedade di seus instrumento melódico, cuma o coração devia, na utopia deles, se subimeteh ao rítimo di seu estilo di vida arbitrário. a muzga qi não enleva a pessoa por mei da percussão viva é a muzga do artista insensive, tão caro ao presente mundo inumano - inumano, porqe não natural.
21 de mai. de 2008
pro meu gato banzo
um corte fez dodói
o meu gatim murisco.
meus ói, di pranto, um trisco
quaz sóltu, pois corrói-
me a alma o meu elói
eu veh sofreno tanto,
deitado, ali, no canto.
espia macabeu*,
brincano com pirundo*,
e vê qi segue o mundo,
pois nada aconteceu -
tirano qi morreu
a puta da aligria
qi o meu elói trazia...
o meu gatim murisco.
meus ói, di pranto, um trisco
quaz sóltu, pois corrói-
me a alma o meu elói
eu veh sofreno tanto,
deitado, ali, no canto.
espia macabeu*,
brincano com pirundo*,
e vê qi segue o mundo,
pois nada aconteceu -
tirano qi morreu
a puta da aligria
qi o meu elói trazia...
20 de mai. de 2008
malando nagô - parte 2
malando qi nun roba di qem nun tem.
malando qi sai na rua
na noite escura.
nun confunde cofre di banco
com bolso di trabaiadoh.
vai lascah o sistema infernal -
é oxê; é di Xangô!
qi a justiça dos ome pode agradah
os grego e os troiano,
maz a mim, ô, meu sinhô,
qi nun sô grego nem troiano,
não me agrada, pois sô
nagô!
não me agrada, pois sô
nagô!
não me agrada, pois sô
nagô!
não me agrada, pois sô
malando qi nun roba di qem nun tem...
na Qimbanda, trabaiah!
Larôieh!
viva Viramundo, qi virá - virô na encruziada, já!
Viramundo qi né desse mundo, maz qi vira o mundo todo pr'ajudah.
e eu le abraço com toda a fé, qi ele tem axé pra mode mim curah.
seu Viramundo não é vagabundo, e, no ilê qimbundo, vai trabaiah!
saravá! saravá!
Exu é Viramundo! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Viramundo! saravá!
Larôieh Exu!
viva Tranca-Rua, qi a engira é sua, na levanta!
com seu chapéu e sua capa preta, ele nun é capeta e nem espanta.
é grande ome di munvimento - reza o firmamento, em lingua banta.
gira na engira, espaiano axé, e, com muita fé, a gente canta!

saravá! saravá!
Exu é Tranca-Rua! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Tranca-Rua! saravá!
Larôieh Exu!
viva a Pombogira, qi vei prà engira pa brincah di amoh!
brincô com nêgo, branco e cabôco - todo mundo lôco essa muieh dexô.
porqe o sentimento, ela sabe, nun tem sexo, idade e muito menos coh.
e inté qem nun gosta di muieh recebeu seu axé e, encantado, cantô!

saravá! saravá!
Exu é Pombogira! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Pombogira! saravá!
Larôieh Exu!
Larôieh! mojubá!
Exu, vem na Qimbanda, trabaiah!
Larôieh! mojubá!
Exu, vem na Qimbanda, trabaiah!

Larôieh Exu!
viva Viramundo, qi virá - virô na encruziada, já!
Viramundo qi né desse mundo, maz qi vira o mundo todo pr'ajudah.
e eu le abraço com toda a fé, qi ele tem axé pra mode mim curah.
seu Viramundo não é vagabundo, e, no ilê qimbundo, vai trabaiah!
saravá! saravá!
Exu é Viramundo! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Viramundo! saravá!
Larôieh Exu!
viva Tranca-Rua, qi a engira é sua, na levanta!
com seu chapéu e sua capa preta, ele nun é capeta e nem espanta.
é grande ome di munvimento - reza o firmamento, em lingua banta.
gira na engira, espaiano axé, e, com muita fé, a gente canta!

saravá! saravá!
Exu é Tranca-Rua! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Tranca-Rua! saravá!
Larôieh Exu!
viva a Pombogira, qi vei prà engira pa brincah di amoh!
brincô com nêgo, branco e cabôco - todo mundo lôco essa muieh dexô.
porqe o sentimento, ela sabe, nun tem sexo, idade e muito menos coh.
e inté qem nun gosta di muieh recebeu seu axé e, encantado, cantô!

saravá! saravá!
Exu é Pombogira! saravá!
saravá! saravá!
Exu é Pombogira! saravá!
Larôieh Exu!
Larôieh! mojubá!
Exu, vem na Qimbanda, trabaiah!
Larôieh! mojubá!
Exu, vem na Qimbanda, trabaiah!

Larôieh Exu!
15 de mai. de 2008
malando nagô - parte 1
malando qi nun roba di qem nun tem.
malando qi, noite e dia,
faz justiça,
faz transferência di renda
e tem a proteção di Xangô.
qi a justiça dos ome faia,
maz nunca a di Xangô!
qi a justiça dos ome pode agradah
os grego e os troiano,
maz a mim, ô, meu sinhô,
qi nun sô grego e nem troiano,
não me agrada, pois sô
nagô!
não me agrada, pois sô
nagô!
nagô!
não me agrada, pois sô
nagô!
nagô!
não me agrada, pois sô
malando qi nun roba di qem nun tem...
malando qi nun roba di qem nun tem...
3 de mai. de 2008
menina di axé - parte 1
a menina qi eu gosto dela
não é preta qi nem anum,
nem vermêa feito urucum,
nem branqela feito ua vela.
a menina qi eu gosto dela,
ela é preta, vermêa e branca.
maz vermei é a coh qi arranca
do meu peito tal aquarela.
não é preta qi nem anum,
nem vermêa feito urucum,
nem branqela feito ua vela.
a menina qi eu gosto dela,
ela é preta, vermêa e branca.
maz vermei é a coh qi arranca
do meu peito tal aquarela.
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